E esse restinho ai no prato?

Eu só queria saber uma coisa: quem foi a pessoa triste que decidiu que comer o resto da comida dos outros era falta de educação! Em tempos de sustentabilidade, não vejo atitude mais sustentável do que evitar o desperdício da comida. Você, pessoa sem visão de mundo que instituiu essa regra social, saiba que esse seu direcionamento está com os dias contados! 

Você tá lá, num lindo dia de Sol almoçando com seus colegas de trabalho no refeitório da empresa. Vocês estão em 4. Todos levaram marmita menos um. Um de vocês pediu naquele restaurante da rua de trás que você ama. Peixe empanado, douradinho como a areia da praia num dia de sol acompanhado de um belo purê de batatas fumegante e arroz soltinho. Salivei só de lembrar. A marmita de lá é grande. Fato: vai sobrar. E já se sabe que esse seu colega é daqueles que não come tudo: ai, é muita comida, né?! E você, visionário, sabendo que seus colegas sempre deixam comida no prato, já prepara sua marmita levando um pouquinho menos. É preciso ter consciência nessas horas, galera! 

Sentam para comer e ai começa: a demora da mastigação alheia e a angústia da espera. A dúvida, a incerteza, o medo de não sobrar nada. Quando você menos espera ouve aquele tilintar dos talheres a mesa e a frase: nossa, tô satisfeito. 

É a sua hora! Respira fundo, guerreiro. Ignore preconceitos, olhares tortos, pensamentos negativos sobre você e diga a plenos pulmões e em alto e bom som: posso comer o restinho da sua marmita?! 

Não, pessoal, não somos esfomeados sem limites, esganados, gulosos sem medida. Somos sommeliers de pratos alheios, mastigadores sustentáveis, apreciadores de uma boa eco refeição. Não somos lunáticos que jogam fora aquele pedacinho final, sabor que vai complementar minha nutrição diária. Comer resto de marmita é ter responsabilidade social! 

Dito isso, eu levanto um questionamento: leva pra casa pra comer depois ou é o tipo de pessoa que “só come se estiver fresquinho”? Quem joga resto de marmita fora tem falha de caráter. Ponto. Não tem como explicar! Estamos cansados de sermos deixados a margem! Queremos um basta dessa zombaria, agora! 

Tranquila e relax

Não é medo de me relacionar! Eu faço terapia há 5 anos. Isso já foi! Dessa vez não é. Gosto de dizer que sou apenas cuidadosa. Não vou mergulhar em algum tipo de relação louca onde em 2 semanas já estou entregue emocionalmente. Calma! Foi apenas um encontro… Será que ele também esta pensando em mim? Para de sonhar, Alice. Sai logo desse mundo maravilha e vai preparar seu café que você já ta atrasada. 

Tudo correndo bem, tudo controlado. Vestido bom pra impressionar, não perdi o ônibus. Vou chegar 10 minutinhos antes da reunião a tempo de pegar um café e encher minha garrafa de água. Merda! Não depilei! Quando percebo, todos estão olhando pra mim. Será que falei em voz alta? Será que falei merda ou que não me depilei? Merda, tão me olhando com cara de julgamento. Deve ser por conta dos pêlos. Falei da depilação. Ótimo, agora sou a peluda do ônibus. Parece até título de Nelson Rodrigues. Bom, mas também não vou dar pra ele hoje. É a primeira vez que vou na casa dele. Calma! Acho que vou deixar a sacola da marmita lá na empresa e amanhã eu levo de volta. Melhor! Que calor aqui nesse ônibus…

O bom disso tudo é que estou na melhor fase da minha vida! Controlando bem mais a minha ansiedade pré encontro… Checo os emails. Checo o celular. Checo o tempo pela janela lateral. Faz Sol. Abro uma balinha que estava perdida aqui na mesa. Nem chupo, já mastigo imediatamente após colocá-la na boca. 

20:13. Já vou pedir o uber, assim chego 2 minutos depois do combinado para não parecer a caxias pontual.

Biiiiiiiii. 

Nossa, esse olhar me mata! Parece muito com o olhar daquele cara que fiquei no réveillon de 2017. Nossa… Foco, foco! Artur, o nome desse é Artur! Não confunde, pelo amor! 

Ah (suspira mentalmente), adoro a conversa dele… Acho que aqui na casa dele ele está ainda mais a vontade que naquele bar que fomos semana passada. Casa legal, papo bom, sorriso incrível. Êpa! Parou ai! Já sei o que você ta pensando quando começa a tocar essa marcha nupcial na sua cabeça. 

Miauuuuu 

Puta que pariu! Ferrou. Tem gato aqui. Não acredito. 

Tava perfeito demais. Ele vai pensar: Que tipo de gente odeia gatos?! Ela deve ser algum tipo de aberração… As pessoas toleram gente que tem alergia a gato. Já sei. Vou falar que sou alérgica. Problemas de saúde são toleráveis. Se ele mandar eu tomar um anti alérgico eu digo que sou dessas cirandeiras homeopatas que não tomam remédio. Até porque esse antialérgico vai me dar sono. Mas agora me bateu uma coisa aqui: eu vou ter que fingir espirros. Não acredito. Quanto tempo de vida tem um gato? Quantos anos será que esse tem? As vezes… 

– Olá, seja bem vinda ao fundo do poço, senhora Marcela. Aqui é um pouco úmido mas com o tempo a senhora se acostuma

Comento algo fofo do gato pois é assim que as pessoas normais reagem quando veem um bichano. 

– Ah, esse dai? É da minha irmã. Odeio gatos…

– Ah, entendi.

Eu te amo. 

O sobrepeso

E de repente, tudo mudou e eles passaram a ficar aqui o dia inteiro. Nesse meu pouco tempo de vida já tinha sacado qual era a rotina deles. Eram hábitos estranhos. Pra mim, o mais maluco deles é quando eles entram naquela câmara quadrada de vidro para jogar um monte de líquido quente em si, se esfregam com uma barra que se dissolve e cresce, se transformando numa coisa branca e pasmem: não morrem. Já vi colegas perdendo a vida por conta desse líquido. É muito triste. Um humano uma vez, ao se deparar com um amigo meu, deu um grito e jogou um punhado disso em cima dele. Mas eu tinha avisado para ele não se meter naquela câmara de vidro. Ele não deu ouvidos… Mas quem sou eu para julgar. Deve ter sido a fome. Larica de sangue quando bate é foda. A gente fica cego mesmo. Começa a zumbir alto e quando vê já esta lá grudado na pele do cidadão. 

Coisas da vida. 

Com esses hábitos novos deles, de ficarem em casa o dia inteiro, algo inesperado aconteceu: eu to comendo bem mais. É muita tentação galera. O dia inteiro sentindo esse calor de sangue deles. Não dá! Acabo beliscando o tempo todo! Meu horário preferido era quando eles se deitavam de noite. Aquele silêncio, tudo escurinho. Era perfeito. Eu adorava ficar ali, passeando pela cabeça deles e explorar orelha, nariz, ficar passeando pela testa deles. É como se eu estivesse andando em um prato de comida, da sua comida favorita e ela ali, exalando aquele perfume e calor. Vocês nunca vão entender. Assim como eu nunca vou entender porque vocês humanos ficam tão irritados com a gente. Qual mal que nós fazemos a vocês? É só um passeio que a gente faz e do nada recebe uns tapas, empurrões… Somos tão levinhos! Qual o incômodo isso traz? 

Como já sou experiente, não caio mais nessas armadilhas que eles vivem colocando pra me pegar. Sou guloso mas não sou burro! As vezes sei que é melhor comer menos do que correr o risco de ficar colado naquela rede de metal que te frita vivo! Cruzes, só de imaginar já fico todo arrepiado. 

Espero que essa rotina deles volte logo ao normal pois temo pelo meu peso. Minha companheira já me disse pra pelo menos evitar o sangue daquela humana pequena, a menor de todas. Ela come muito doce e o sangue dela vem com muita glicose, pode ser que faça mal, ela diz. Enfim, to tentando levar uma vida mais saudável, mesmo nessa loucura que virou a minha vida, sem rotina nenhuma e com esse pessoal aqui me encarando o dia todo. Não sei se minhas asas vão me aguentar daqui a uns dias. 

Sei lá, sabe. As vezes só queria um pouco de paz, Ficar sem ninguém por perto, descansar naquele azulejo geladinho que eu tanto gosto, só ficar quietinho na parede que eu gosto, sem medo de levar uma raquetada na testa ou ser tentado a beliscar com esse monte de petisco gigante andando pra lá e pra cá o dia inteiro. 

PS: o mosquito macho não pica. Essa parte é ficção! O resto é bem possível de acontecer.

Cotidiano

Depois de desligar o telefone, ela ficou em silêncio. Seu marido saiu do banheiro e ainda com a escova de dente na boca, enrolado na toalha perguntou: “E aí?”

Ela olhou em direção ao bolo que estava sob a mesa e cortando uma fatia lhe disse: “É…” E balançou a cabeça, levando um pedaço a boca e engolindo quase sem mastigar.

De boca cheia, ele diz: “Mas porque não ligaram direto para ela, pra avisar…” Cuspindo sua escovação na pia do lavabo ao terminar a frase.

Ela termina de engolir seu pedaço de bolo , respira fundo e caminha até a porta. Antes de sair sussurra para si: “Filho da puta.”

Restaurantes do amor – Ep. 1

Fazer aniversário é sempre aquele momento em que a gente faz uma breve retrospectiva da vida, pensa nas suas realizações e já da uma planejada nas futuras conquistas. Passando por todos os setores da vida resolvi parar em um e escrever aqui os restaurantes que me fizeram chegar até o presente momento. Até porque, que tipo de lugares seriam merecedores de um post que lugares que você vai para comer? 

Isso mesmo! Bem taurino clichê. Poderia estar aqui escrevendo sobre como realizar seu sonhos, correr atrás dos seus objetivos… Mas sejamos francos: tem objetivo melhor do que encher a pança? E eu já me adianto pra responder: Não tem. 

Sendo assim, ai vão meus restaurantes do coração, aqueles lugares que você já se sente acolhido só de sentir aquele aroma da comidinha do seu cardápio favorito. 

Jinroku

Não meus amigos, comida japonesa não se resume só a sushi e sashimi, e esse restaurante existe pra te mostrar isso. Lá é possível experimentar e conhecer muitos pratos japoneses que só comi lá. Nem na minha família esses pratos eram feitos (eu sou mestiço, pra quem não sabe). Tudo bem que não fui a muitos restaurantes japoneses, mas o povo da colônia nipônica que eu conheço garante a qualidade da comida. Vale a visita! Ah, apesar da aparente falta de paciência da dona de se seus vários recados do que pode e do que não pode no cardápio, dele ser quase inteiro em japonês e do fato deles aceitarem cartão só de débito, dinheiro e (pasmem), cheque, persistam na visita. Apesar desse ambiente um pouco hostil vocês não vão se arrepender! E as atendentes são uns amores <3. 

O Brazeiro

Eu frequento esse restaurante desde que eu tinha uns 6 anos de idade, aproximadamente. Quem apresentou ele aos meus pais foi um casal de amigos deles. Nós íamos sempre aos finais de semana, depois de encerrar as atividades na igreja que frequentávamos toda semana. Não era toda semana que a gente ia no restaurante, até porque o dinheiro era super regrado nessa época. Mas quando ia, era uma alegria. Mal podia esperar pela delícia da polenta deles. O cardápio é até hoje bem enxuto: eles oferecem galeto (grande estrela da casa), carne na brasa (não como carne vermelha portanto não sei dizer muito bem se é boa) e acompanhamentos (arroz, batata frita, maionese, polenta e mais recente feijão). 

Samurai

Nem só de Karaokê vive esse lugar! Aposto que a maioria das pessoas que esta lendo esse texto já deve ter ido a esse lugar para soltar os pulmões e arrasar no microfone do primeiro andar desse sobrado. Porém algum dia, dê uma chance ao restaurante, sente e peça um dos grelhados ou algum dos pratos quentes que eles servem no espaço. São deliciosos! E a apresentação dos Nabê Mono são um evento a parte. Meus favoritos: tenzaru, zarusoba, lula recheada de shimeji e chawan mushi (um suflê de ovo com shimeji, camarão, frango que é uma loucura!). 

Em breve quero postar outros restaurantes que, assim como esses, me fazem abrir um sorriso só de pensar neles

Pra quem se interessar, vou colocar aqui os endereços desses 3 templos do sabor! 

Jinroku
R. Thomaz Gonzaga, 110 – Liberdade, São Paulo – SP, 01506-020
(11) 3207-8078

O Brazeiro
Rua Luís Góis, 843 – Mirandópolis, São Paulo – SP, 04043-300
https://www.obrazeiro.com.br/

Samurai – Restaurante e Karaokê
R. da Glória, 608 – Liberdade, São Paulo – SP, 01510-000
restaurantesamurai.com.br

Dividir para multiplicar: repolho assado

Já dizia o dito popular! Do que vale uma informação ou um conhecimento adquirido se não para compartilhá-lo com os companheiros. Vocês, jovens millennials adeptos das redes sociais sabem muito bem do que estou falando. 

Outro dia aprendi uma receita super fácil com a Rita Lobo (<3), ouvindo uma entrevista dela ao podcast “Um milkshake chamado Wanda”. Ela falava sobre como existem formas práticas de preparo de alimentos A receita era tão simples que ela conseguiu passar em apenas um parágrafo, que segue abaixo: 

Corte um repolho ao meio. Pegue uma das metades e corte em 4. Coloque em uma assadeira e tempere com sal, pimenta do reino e azeite. Asse por 30 minutos em forno pré aquecido (essa parte do tempo de cozimento eu chutei pois eu não me lembro. Eu faço de olho mesmo e quando vejo que ta bonito eu desligo o forno). Pronto! Eu, particularmente, dei uma incrementada no tempero e adicionei cúrcuma. Se colocarem outras coisas me avisem? 

O bom dessa receita que a Rita passou é que o preparo é super rápido e como você não precisa ficar mexendo a panela, basta cortar, temperar e colocar para assar. É prática demais e toda vez que eu faço fico me sentindo um cozinheiro! rs 

Cada dia mais descubro que tem muita receita simples e com poucos ingredientes nesse mundo e elas são ideais para os dias que você não tem nada para levar de marmita e tá sem tempo para muitas etapas de preparo. 

obs: fui ver a receita no site dela e ela acrescenta parmesão ralado em cima! Quero experimentar! Aí vai o link: https://www.panelinha.com.br/receita/Repolho-assado

Vale a pipoquinha: Casal Improvável

Já que estamos aqui, nós, exaltando a pipoquinha, obra linda de meu Deus… uma coisa leva a outra e quando você percebe já esta pensando naquela pipoca de cinema. Para aproveitar esse fluxo mental, gostaria de inaugurar aqui no blog a seção: Vale a pipoca! Serão dicas de séries e filmes que valem aquela estourada de milho e mais do que isso: o seu precioso tempo (claro, de acordo com o minha singela e modesta opinião). 

Tem dias que eu não planejo a ida ao cinema, ela simplesmente acontece do nada. Simplesmente vemos o que esta passando e decidimos algum filme para assistir. Às vezes o que eu quero na verdade é comer pipoca. E o convite vem da seguinte forma: vamos ao cinema, comer uma pipoquinha… 

E em uma dessas minhas despretensiosas idas ao cinema, o filme escolhido foi “Casal Improvável” (Long Shot). Nunca tinha ouvido nada sobre o filme e o que me chamou mesmo a atenção foi a presença da Charlize Theron. Vi o trailer e nada de muito empolgante. Fui mesmo assim pois a meta era: pipoca. 

Pois bem, eis que já no começo do filme a história me pegou e no segundo seguinte me vi gargalhando, coisa que não fazia há muito tempo em um filme de comédia. Olha, o filme é super divertido, engraçado e a dupla Charlize Theron e Seth Rogen tem uma química inimaginável. 

 Na minha opinião, vale muito a pena a ida ao cinema. Se não estiver mais em cartaz, vale a pena o tempo que você for gastar em seu canal de streaming favorito!

Eu amo pipoca.

As outras iguarias que não me leiam mas é necessário fazer essa declaração: Amo pipoca. Amo de uma maneira que todos os meus amigos sabem dessa minha paixão e já me associam imediatamente a qualquer coisa que remeta a esse alimento perfeito. 

Pipoca boa pra mim é aquela que não tem nenhum ingrediente muito louco junto. Ela não é dessas que precisa marinar, deixar de molho pra amolecer, dessalgar… Basta ser feita com um pouco de manteiga (bem pouco mesmo, só o suficiente para o sal grudar), e uma pitada de sal. Pronto! Temos uma refeição completa (ok, não é pra tanto). 

Exageros a parte: a pipoca é mágica pra mim (novamente um pouco de exagero). Não é fascinante para vocês que dentro daquele pequeno pontinho dourado (o milho), possa ser encontrada aquela linda flor que desabrocha ao ser aquecida? Eu fico realmente impressionado em como a pipoca é feita e me pego diversas vezes admirando sua forma, o jeito como ela fica após ser estourada… Uma maravilha só! 

Ir ao cinema para mim sem comer uma pipoca é algo impensável. Sempre que vou assistir a um filme, calculo o exato período de tempo necessário para se almoçar / jantar e conseguir saborear minha pipoquinha na sessão escolhida. Dia desses passei por uma prova de fogo: fui ao cinema logo após jantar. Dilema apresentado: qual tamanho de pipoca escolher, uma vez que acabei de jantar? Erroneamente escolhi o tamanho médio. Óbvio que me arrependi na quarta mãozada que dei no saco (Tão pequeno que essa foi o tempo que durou o saco na minha mão). Posso relacionar para vocês a melhor pipoca de cinema e o tempo de trailer de cada sala. Aliás, saber o tempo de trailer é de suma importância. Não gosto de desperdiçar pipoca no trailer. Socorro. São minutos preciosos de mastigação.

Exageros a parte! A lição que tiro disso é: não importa se eu acabei de comer ou não. Meu amor pela pipoca é que nem coração de mãe e sempre cabe mais. Nem que seja só um piruá bem pequeno… 

O Duelo final

Encontrar alguém com o mesmo apreço pelo restinho do outro é sempre o tormento, o pior inimigo de um limpador de pratos alheios profissional.

Toda vez que o final da refeição se aproxima, é quase possível começar a ouvir o sobe som com a trilha de faroeste / suspense. undefined

Os olhares evitam se cruzar. Tensão. O suor escorre pela testa. Quando a tão esperada frase é dita pelo fraquejante (!) camarada que não aguenta sua marmita até o fim:

  • Não aguento mais. Alguém quer? Porque se não eu vou jogar fora.

Sem nem precisar se olhar, você sabe que seu oponente também já estava a espera desse momento.

  • Ela parece tão gostosa. Você não quer mesmo? Seria um desperdício jogar fora…

Crápula! Ele disse as suas frases mágicas na sua frente! Como ousa?!

Sua vontade é, em um ágil e sorrateiro movimento, golpear o inimigo mastigante e fazer com que ele se esqueça de seu propósito. Mas você respira fundo, engole o que estava mastigando e:

  • Parece gostoso mesmo. Tava tão bonita quando saiu do microondas.

Porém a cortesia do dia a dia lhe impede de tal ato. Afina, assim como você, ele também esta focado. O que lhe resta é, resignado, pronunciar a amigável frase:

  • Podemos dividir. O que acha?

Óbvio que você acha essa ideia medonha. Dividir restinho? Afe… Respeite meu passado. Esse restinho tão lindo que ta ali, brilhando no prato alheio. Mas tudo bem! Nem sempre todas as batalhas precisam ser vencidas. Dessa vez vocês dividem esse restinho e quem sabe você até acaba ganhando um aliado que consegue angariar mais restinhos nesse território corporativo que vocês coabitam.

Me resta um grande amor.

Acredito que eu já tenha me declarado aqui mas quando o amor é grande, a gente repete para que o ser amado sempre esteja ciente de minha adoração: eu amo um restinho da marmita alheia. Amo! Chego ao cúmulo de iniciar a refeição pensando: tomara que fulano não coma tudo. A comida delx parece tão gostosa. É isso. Acho que beira o vício. Quem sabe podemos criar aqui uma grande comunidade dos amantes do restinho da marmita? Hmmm Ideia pra um futuro post, quem sabe! Ps: tomara que eu me lembre dessa ideia posteriormente.

Enfim! Restinhos de marmitas a parte, vamos ao que viemos!

Cientes desse meu prazer secreto, acho que o conceito resto de marmita pode se abranger se a gente pensar: pô, eu nunca sei o que vai vir no resto do almoço do meu companheiro?! Pode vir coisa boa, coisa média, delicias inesquecíveis, dicas de preparo… Penso que assim deve ser esse blog: um lugar que a gente nunca sabe o que irá encontrar, daí a graça de sempre visitar pra aquela conferida e ver o que vai ter no resto dessa marmita aqui! 😉

Espero que gostem!